PSL monta “kit obstrução” para tentar barrar CPI das fake news

Deputados de oposição e da base governista com bandeiras e faixas no plenário da Câmara durante encaminhamento do processo de votação da Reforma da Providencia, em Brasília, no dia 10 de julho (Crédito: Sérgio Lima/PODER 360)

Por Gabriela Arruda

O partido do presidente Jair Bolsonaro está preocupado com a instauração da CPI das fake news no Congresso. Apelidada pelo governo de “CPI do Fim do Mundo”, a comissão investigará, pelos próximos meses (até 23 de dezembro), “os ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público; a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições 2018; a prática de ciberbullying sobre os usuários mais vulneráveis da rede de computadores, bem como sobre agentes públicos; e o aliciamento e orientação de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio”.

O argumento do governo é de que a CPI tem como alvo o presidente Bolsonaro. Por isso, o PSL montou um “kit obstrução” para tentar impedir o funcionamento da comissão, invocando os mecanismos do regimento interno para barrar uma votação. 

O receio do governo parece ter fundamento, já que a campanha eleitoral de Bolsonaro foi marcada pelo uso maciço de fake news. Alguns dias antes da votação, o jornal Folha de S. Paulo chegou a divulgar que empresários compraram um pacote de disparo de mensagens em massa contra o PT, disseminadas pelo WhatsApp. Bolsonaro processou a Folha pela reportagem, mas foi derrotado por unanimidade no TSE em setembro deste ano.

 

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