Grupos de bolsonaristas no WhatsApp estão mais radicais

Foto: Reprodução/Freepik

Por Gabriela Arruda

Grupos de bolsonaristas no WhatsApp seguem ativos e ainda mais radicais. Mesmo após o fim das eleições, os grupos que disseminaram fake news e tiveram impacto significativo na eleição de Jair Bolsonaro continuam propagando notícias falsas sobre o governo. 

De acordo com o professor David Nemer, em artigo publicado pelo Intercept Brasil, os grupos sofreram mudanças significativas após a vitória de Bolsonaro. “Conforme os participantes testemunhavam o novo governo tomar forma, começaram a surgir discordâncias sobre os rumos que o país estava tomando”, destaca.

Nemer também afirma que cada grupo seguiu uma linha de pensamento diferente, que ele divide em três classificações.

O primeiro se concentra na propaganda de governo, cujos membros são apoiadores extremos de Bolsonaro e não permitem que os atos do presidente sejam questionados. O segundo é o da insurgência, que reúne pessoas que se tornaram opositoras de Bolsonaro, considerando-o traidor por ter se alinhado ao establishment, ou seja, à velha política. O terceiro e último grupo é o da supremacia social, que está mais interessado em enaltecer o discurso de extrema direita do presidente do que, necessariamente, discutir suas ações de governo. Segundo Nemer, esse é o grupo mais perigoso e radical. 

Parte dos integrantes dos insurgentes, o grupo insatisfeito com Bolsonaro, revelou que muitos chegaram a receber R$ 400 por semana para disseminar notícias sobre o então candidato. Alguns administradores chegaram a receber até R$ 600 e, outros, até R$ 1.000, dependendo da quantidade de conteúdo produzido. O PSL nega que tenha envolvimento com esses grupos.        

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